Um pinheiro com mais de 1.200 anos cresce no Pollino, e Antonella Giancoli explica por que a Benarrivati inclui o parque nos roteiros pela Basilicata

Renji Morikawa
Renji Morikawa
5 Min de leitura
Antonella Amaral Giancoli

Entre Basilicata e Calábria, o Parco Nazionale del Pollino ocupa mais de 192 mil hectares e tem no pino loricato seu principal símbolo. Nas áreas mais altas e rochosas do maciço sobrevivem exemplares centenários e milenares, entre eles Italus, cuja idade foi estimada em cerca de 1.230 anos

Na fronteira entre Basilicata e Calábria, o Parco Nazionale del Pollino se estende por 192.565 hectares e é considerado o maior parque nacional da Itália em extensão. Montanhas, vales, florestas e formações rochosas compõem um território que reúne algumas das maiores altitudes do sul do país.

É nesse ambiente que cresce o pino loricato, Pinus heldreichii, espécie que se tornou símbolo do parque. Adaptado a terrenos rochosos, ventos fortes e condições de alta montanha, ele aparece muitas vezes em encostas onde outras árvores encontram dificuldade para se desenvolver. Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, inclui o Pollino nos roteiros pela Basilicata justamente por essa paisagem muito diferente daquela encontrada em Matera ou no litoral de Maratea.

Uma árvore que atravessou mais de um milênio

Entre os exemplares estudados no maciço está Italus, um pino loricato cuja idade foi estimada em cerca de 1.230 anos por pesquisadores. O estudo, publicado em 2018, apresentou a árvore como o exemplar datado mais antigo então conhecido na Europa.

Localizado em uma área elevada e de acesso difícil no maciço do Pollino, Italus não é um ponto turístico convencional. Sua importância está sobretudo no que revela sobre a capacidade da espécie de sobreviver durante séculos em ambientes marcados por frio, vento, solos pouco profundos e crescimento lento.

A aparência também ajuda a explicar o nome da árvore. Nos exemplares mais antigos, a casca se fragmenta em placas que lembram a lorica, armadura utilizada na Roma Antiga. Com o tempo, troncos retorcidos e partes expostas da madeira dão aos pinheiros uma aparência moldada pelas condições da montanha.

Por que a Benarrivati trata o Pollino como uma experiência própria na Basilicata

Para Antonella, incluir o parque amplia a leitura de uma região frequentemente associada primeiro ao patrimônio construído.

“O Pollino apresenta uma Basilicata completamente diferente daquela que aparece em Matera ou em Maratea. Quando você entende que alguns desses pinheiros atravessaram séculos expostos ao vento, ao frio e à rocha, a caminhada ganha outra dimensão. Não é preciso transformar o percurso em uma prova física para perceber a força dessa paisagem”, conta Antonella Giancoli.

Os trajetos possíveis variam de acordo com altitude, duração e dificuldade, o que permite conhecer o parque sem que toda visita precise envolver caminhadas longas ou técnicas. As condições meteorológicas e a época do ano também têm peso importante na escolha dos percursos.

Um parque que atravessa duas regiões

O Pollino não pertence apenas à Basilicata. Seu território se divide com a Calábria e reúne diferentes maciços, vales e ambientes naturais ao longo de 56 municípios.

No lado calabrês estão, por exemplo, as Gole del Raganello, cânion formado pelo curso do torrente Raganello. O interior das gargantas permanece fechado à prática de canyoning e à travessia turística desde 2018, mas a região pode ser conhecida por itinerários autorizados e pontos panorâmicos nos arredores.

Essa dimensão ajuda a mostrar a escala do parque, que vai muito além das áreas onde crescem os pinheiros loricati. Nos roteiros da Benarrivati, o Pollino entra como contraponto natural a outros capítulos da Basilicata, revelando uma região em que montanhas, florestas e formações geológicas ocupam tanto espaço quanto o patrimônio histórico mais conhecido.

Sobre a Benarrivati

Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

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