O médico-cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, expõe como a inteligência artificial (IA) tem avançado rapidamente na área da saúde, oferecendo novas ferramentas para análise de dados, interpretação de imagens e apoio à tomada de decisão clínica. Na cirurgia plástica, essas aplicações começam a ganhar espaço, especialmente em etapas de planejamento, acompanhamento e comunicação com pacientes.
Embora o termo “inteligência artificial” desperte expectativas elevadas, na medicina atual a IA atua principalmente como sistema de apoio, capaz de organizar informações e identificar padrões, mas sem autonomia para substituir o julgamento clínico do médico. Venha saber mais como a tecnologia pode se relacionar nos processos da cirurgia no artigo a seguir!
Onde a inteligência artificial já está presente na cirurgia plástica?
Uma das áreas mais exploradas pela IA é a análise de imagens, isso porque, como alude Milton Seigi Hayashi, algoritmos conseguem comparar fotografias, exames e históricos para identificar padrões de simetria, projeção e proporções, auxiliando no planejamento cirúrgico e no acompanhamento de resultados ao longo do tempo. Essas ferramentas podem contribuir para uma avaliação mais objetiva da evolução pós-operatória, facilitando a identificação precoce de alterações que merecem atenção.

Junto a isso, sistemas de organização de dados ajudam a estruturar prontuários, acompanhar protocolos e gerar indicadores de desempenho clínico. Outro campo em desenvolvimento é a triagem de informações clínicas, na qual softwares auxiliam a classificar riscos, sugerir exames complementares e organizar fluxos de atendimento. No entanto, essas sugestões sempre precisam ser validadas pelo médico responsável.
Apoio à decisão não significa decisão automática
Um ponto central no uso da IA em medicina é compreender que os sistemas atuais não tomam decisões clínicas de forma autônoma. Eles operam com base em bancos de dados e modelos estatísticos, que refletem os padrões presentes nos conjuntos de informações utilizados no treinamento dos algoritmos. Segundo o Dr. Hayashi, confiar cegamente em recomendações automatizadas pode ser perigoso, pois cada paciente apresenta características individuais que nem sempre são plenamente captadas pelos modelos.
No entanto, quando utilizada adequadamente, a IA pode contribuir para aumentar a segurança dos procedimentos. A padronização de protocolos, a checagem de etapas e o monitoramento de indicadores ajudam a reduzir variações indesejadas e a identificar riscos precocemente. Esse tipo de suporte tecnológico pode ser especialmente útil em ambientes com grande volume de atendimentos, nos quais a organização de informações se torna mais complexa.
Limites éticos e técnicos da tecnologia
Apesar dos avanços, a aplicação da IA na cirurgia plástica levanta questões importantes sobre privacidade, proteção de dados e responsabilidade profissional. Fotografias e exames utilizados para treinamento de algoritmos precisam ser tratados com rigor em relação ao consentimento e à segurança da informação. E conforme o médico-cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, destaca, também é fundamental considerar possíveis vieses nos sistemas, que podem refletir características específicas das populações.
Portanto, a incorporação da IA à prática clínica exige que os profissionais desenvolvam novas competências, não apenas técnicas, mas também críticas. Saber interpretar dados, entender limitações dos sistemas e integrar informações tecnológicas ao raciocínio clínico passa a fazer parte da formação contínua do médico, frisa Hayashi. A educação médica precisa acompanhar essas transformações, oferecendo espaços de discussão sobre uso responsável da tecnologia, ética digital e impacto das inovações no relacionamento médico-paciente.
Tecnologia como aliada, não substituta da prática médica
A inteligência artificial representa uma oportunidade relevante para aprimorar processos, organizar informações e apoiar decisões na cirurgia plástica. No entanto, seus benefícios dependem diretamente de uma utilização crítica, ética e integrada ao julgamento clínico do médico. Conforme resume Milton Seigi Hayashi, a tecnologia deve ser vista como ferramenta complementar, capaz de ampliar a precisão e a eficiência, mas nunca substituir a responsabilidade profissional e o contato humano que caracterizam a boa prática médica.
Autor: Fedorov Yudin Variant
