Assimetria na mamografia: Causas comuns e como funciona a investigação

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Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica as causas mais comuns da assimetria na mamografia e como funciona a investigação.

Como ressalta o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a presença de uma assimetria na mamografia é um achado extremamente frequente e, na maior parte das vezes, está ligada a variações naturais do tecido mamário ou a fatores técnicos ocorridos durante o exame. Entender este termo com calma evita interpretações apressadas e ajuda a paciente a seguir o caminho correto de investigação. Continue a leitura e saiba que se você recebeu um laudo com essa descrição, saiba que ela indica uma característica da imagem que merece atenção, mas que raramente significa algo grave quando isolada.

O que a assimetria significa no seu laudo?

De forma simplificada, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica que a assimetria descreve uma área que apresenta maior densidade em relação ao restante da mama ou em comparação com a mama oposta. Em outras palavras, é uma diferença visual de aparência entre regiões correspondentes. No entanto, é fundamental compreender que assimetria não é sinônimo de nódulo. Enquanto um nódulo costuma ter contornos definidos e volume tridimensional, a assimetria pode parecer apenas uma “sombra” ou um acúmulo de tecido sem margens claras. 

Entenda com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues por que a assimetria aparece na mamografia e quais são os próximos passos da avaliação.
Entenda com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues por que a assimetria aparece na mamografia e quais são os próximos passos da avaliação.

Os quatro tipos principais de assimetria

Nem toda assimetria é igual, e a classificação utilizada no laudo orienta diretamente a conduta médica. Na prática clínica, o achado costuma ser dividido em quatro categorias:

  1. Assimetria Global: quando uma porção grande da mama parece mais densa que a outra, o que geralmente reflete a anatomia individual;
  2. Assimetria Simples: vista em apenas uma projeção (ângulo) do exame, muitas vezes causada pela sobreposição de tecidos normais;
  3. Assimetria Focal: ocorre em uma área menor e persiste em mais de uma incidência, merecendo uma avaliação mais criteriosa;
  4. Assimetria em desenvolvimento: É aquela que surgiu agora ou aumentou em relação aos exames anteriores, o que eleva o nível de atenção do radiologista.

Como observa o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o mesmo termo pode indicar desde um detalhe técnico sem importância até um achado que necessita de complementação imediata para garantir a segurança da paciente.

Causas comuns e explicações benignas

Muitas vezes, a assimetria é explicada por fatores não malignos. Como as mamas não são perfeitamente “espelhadas”, a distribuição de glândulas e gordura pode variar. Além disso, a sobreposição de estruturas normais pode simular uma área mais densa dependendo do posicionamento no aparelho. Como alude o médico especialista em diagnóstico por imagem, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, variações hormonais, cicatrizes de cirurgias prévias, processos inflamatórios passados e até a técnica do equipamento utilizado podem gerar essas diferenças de densidade que aparecem no laudo.

Quando a investigação precisa ser mais rápida?

A assimetria passa a exigir um cuidado maior quando é classificada como “em desenvolvimento” ou quando vem acompanhada de outros sinais radiológicos. O que realmente pesa na análise não é apenas o fato de existir uma assimetria, mas sim o seu padrão de evolução. Se o achado apresenta distorção do tecido ao redor, retração de pele ou está associado a microcalcificações de padrão atípico, a investigação deve avançar para excluir qualquer possibilidade de lesão maligna infiltrativa.

O passo a passo da investigação diagnóstica

O roteiro de avaliação de uma assimetria costuma seguir um caminho lógico para evitar biópsias desnecessárias. O processo começa pela comparação com exames anteriores, pois a estabilidade de um achado ao longo dos anos é um forte indicador de benignidade. Quando essa comparação não é possível ou surgem dúvidas, geralmente solicita incidências adicionais com compressão localizada ou a realização de uma ultrassonografia direcionada para verificar se existe uma lesão sólida ou cística naquela região.

Em casos selecionados, a tomossíntese mamária ou a ressonância magnética podem ser utilizadas para “separar” os planos de tecido e oferecer uma visão definitiva. Como pontua o Doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, um laudo bem conduzido nunca deixa o achado “no ar”; ele direciona a paciente para a complementação adequada com prazos compatíveis com o grau de suspeita técnica.

Clareza e método acima do pânico

Receber a notícia de uma assimetria na mamografia não deve ser motivo de pânico, mas sim um convite à investigação bem conduzida. O sucesso do rastreamento depende dessa vigilância constante sobre as pequenas nuances da imagem mamária. Como pontua Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, médico especialista em diagnóstico por imagem, a melhor resposta para uma assimetria é o método: comparar, complementar e, se necessário, confirmar. Manter a serenidade e seguir as orientações do especialista garante que a saúde das mamas seja monitorada com a máxima precisão e segurança.

Autor: Fedorov Yudin Variant

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